sexta-feira, 19 de fevereiro de 2010

Início do processo de plantação

Como informado, procedemos no dia 12 de Fevereiro ao início da marcação dos sítios onde iremos, futuramente, plantar vários exemplares de várias espécies características do nossa área. Demos fim a esta marcação no dia 19 de Fevereiro.
Esta marcação consistiu em medir, ordenar, assinalar e tratar o terreno, preparando-o assim para uma plantação eficaz dos exemplares enquanto se limpava o recinto escolar nas zonas destinadas a essa mesma plantação.
Esta actividade integrou não só o grupo do projecto, mas também o jardineiro da escola, que rapidamente se disponibilizou a ajudar.
As plantações terão início na semana de 22 a 28 de Fevereiro, planeando-se o término das plantações na sexta-feira dia 26. Esta actividade será efectuada por várias turmas do ensino básico, nomeadamente turmas do 7º ano, supervisionadas por nós, que irão apadrinhar uma espécie de árvores que iremos plantar.

quarta-feira, 10 de fevereiro de 2010

Porque são importantes as florestas autóctones?


O que é uma floresta autóctone?

É uma floresta de árvores originárias do próprio território. Neste caso, a floresta autóctone portuguesa é toda a floresta formada por árvores originárias do nosso país, como é o caso dos carvalhos, dos medronheiros, dos castanheiros, dos loureiros, da azinheira e do alecrim, etc.

Aqui se encontra uma lista mais completa das plantas autóctones do nosso país:

http://criarbosques.wordpress.com/especies/

Porque devemos dar tanta importância às florestas autóctones?

  • As florestas autóctones estão mais adaptadas às condições do solo e do clima do território, por isso são mais resistentes a pragas, doenças, longos períodos de seca ou de chuva intensa, em comparação com espécies introduzidas;
  • Ajudam a manter a fertilidade do espaço rural, o equilíbrio biológico das paisagens e a diversidade dos recursos genéticos;
  • São componentes importantes para o gado e pecuária, assim como para o suporte de cogumelos silvestres;
  • As florestas autóctones fazem parte do nosso ecossistema. São importantes lugares de refúgio e reprodução para um grande número de espécies animais autóctones (muitas delas também em vias de extinção, infelizmente). Aliás, a sobrevivência de espécies como a Águia-Real, o javali, o lobo, dependem da existência e do estado de conservação destas florestas!
  • Regulam o clima e o ciclo hidrológico, assim como servem de matéria-prima a produtos fundamentais na vida quotidiana.

As florestas autóctones são maioritariamente ameaçadas por incêndios, pragas, doenças, invasões por espécies exóticas e cortes prematuros e desordenados.


Os carvalhos autóctones, que constituem apenas 4% da nossa floresta actual, não possuem qualquer protecção legal, apesar da sua elevada importância ecológica pela diversidade de vegetação e de fauna silvestre que albergam.


Podem pensar que um maior número de espécies aumenta a diversidade numa certa zona, e isso é sempre favorável.
Neste caso, nem sempre o é.
Ao introduzirmos espécies exóticas, estamos a originar uma competição entre estas e as espécies autóctones. Geralmente, estas espécies exóticas são de crescimento bastante rápido! Desde a transmissão de agentes patogénicos a parasitas, a diversidade biológica sai sempre afectada, e a integridade da nossa fauna é ameaçada!
E não é só a floresta que sai prejudicada... Desde actividades económicas à saúde pública, todos somos ameaçadas pela introdução de espécies exóticas onde deveriam habitar os nosso sobreiros, ou os nossos salgueiros!! Aliás, grande parte do território florestal português (cerca de 2


São estas algumas das razões pelas quais é importante preservar e defender a floresta autóctone portuguesa.
É preciso manter o equilíbrio biológico. É preciso defender espécies que são naturalmente nossas, que fazem parte do nosso património natural. E, para sensibilizar todos, nada melhor do que o incentivo à reflorestação, nada melhor do que o contacto com estas plantas.



O Dia da Floresta Autóctone celebra-se a 23 de Novembro de todos os anos.



Fontes: http://www.confagri.pt/Ambiente/AreasTematicas/ConsNatureza/documentos/doc125.htm
http://www.cm-seixal.pt/NR/rdonlyres/B5176479-3030-4093-98E9-E14D9AC86AAE/3066/FlorestaAutoctone.pdf
http://www.quercus.pt/scid/webquercus/defaultArticleViewOne.asp?categoryID=567&articleID=1805
http://criarbosques.wordpress.com/floresta/

segunda-feira, 25 de janeiro de 2010

Plantação com a Quercus na Serra de Montejunto

No dia 23 de Janeiro, dirigimo-nos à Serra de Montejunto para, no âmbito do projecto da Quercus "Criar Bosques", plantar alguns espécimes de espécies arbóreas da zona!















Queremos agradecer à Quercus e ao projecto "Criar Bosques" pela disponibilização de exemplares de várias espécies autóctones da floresta portuguesa, e que serão utilizadas para concretizar o nosso projecto!

sábado, 23 de janeiro de 2010

Apresentação do projecto

A nossa escola (Escola Secundária com 3º Ciclo de Gama Barros - Cacém) inscreveu-se no concurso Faz Portugal Melhor, organizado pela Agência Nacional para a Cultura Científica - Ciência Viva e pelo jornal Ciência Hoje, com um projecto de recriação da floresta autóctone portuguesa. A equipa concorrente (Bolotas) é constituída por 5 alunos do Ensino Secundário (do 11º Ano do Curso de Ciências e Tecnologias), sob a coordenação da docente Teresa Lopes, do grupo 520 (Biologia e Geologia).

O objectivo primeiro do nosso projecto é recuperar uma área não tratada do nosso recinto escolar, criando um mini-Jardim Botânico onde estejam representadas as espécies autóctones, arbóreas e/ou arbustivas, que melhor se adaptem às condições climatéricas, pedológicas e topográficas da nossa região. No entanto, as suas potencialidades ultrapassam largamente este objectivo, pois o projecto permitirá, entre outros aspectos:

- O envolvimento directo, pontual ou continuado, da nossa comunidade escolar (através de parcerias internas com projectos de desenvolvimento curricular, como o Projecto Estufa e Espaços Verdes, o Projecto Eco-Escola e o Projecto Pintura em Cerâmica, entre outros) e do meio envolvente, nomeadamente da Junta de Freguesia do Cacém e da Câmara Municipal de Sintra, representando uma mais-valia muito significativa para a nossa comunidade;
- O desenvolvimento de outros projectos dele decorrentes e a realização de diversas actividades, lectivas (teóricas, teorico-práticas e práticas) e outras dirigidas à comunidade, nomeadamente em parceria com escolas e agrupamentos de escolas da nossa área pedagógica.

Com este projecto, celebramos ainda na nossa escola o Ano Internacional da Biodiversidade!